

Mulheres, Água e Energia: as Arpilleras de Cachoeiras de Macacu
Expositoras

Debora M. de Oliveira
Militante do MAB

Alice Akemi Yamasaki

Raiene D. F. Evangelista
Professora da Faculdade de Educação e Militante do MAB
Universidade Federal Fluminense
MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS
As mulheres e as crianças atingidas por barragens tem sido muito prejudicadas em nosso sistema social, enfrentando um conjunto de adversidades ao longo de suas vidas, relacionadas à violação de Direitos Humanos. Para apresentar a sua realidade e organizadas coletivamente pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), as mulheres tem criado Arpilleras: em Cachoeiras de Macacu, um grupo produziu os bordados, em 2019, e que apresentamos nesta Mostra Virtual. As Arpilleras do MAB apontam um fertil caminho de mobilizar e envolver as mulheres oprimidas, em especial, para lutar por uma vida mais digna. Águas Para a Vida, e não para a morte!!!
Para saber mais sobre essa exposição, assista o vídeo.
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

O Movimento dos Atingidos por Barragens tem uma longa história de resistência, lutas e conquistas. Nasceu na década de 1980, por meio de experiências de organização local e regional, enfrentando ameaças e agressões sofridas na implantação de projetos de hidrelétricas. Mais tarde, se transformou em organização nacional e, hoje, além de fazer a luta pelos direitos dos atingidos, reivindica um Projeto Energético Popular para mudar pela raiz todas as estruturas injustas desta sociedade.
Pelo o que lutamos?

Lutamos pela Amazônia pois se ela está em risco, somos todos atingidos!

Água e energia não são mercadorias

Leis que reconheçam as populações atingidas e seus direitos, especialmente as Mulheres e as Crianças

Água é um direito humano fundamental

Assegurar os direitos humanos das populações atingidas




Claro que sim!!!
A Ciranda do MAB atende a uma reivindicação importante das Mulheres do MAB pois SEM CIRANDA O MOVIMENTO NÃO ANDA!!! Assim elas têm maior tranquilidade para se dedicar aos
trabalhos do MAB.

Além disso, as Cirandas realizam atividades de conscientização com muitas brincadeiras e jogos sobre diversos problemas de mundo para agregar as crianças às lutas dos atingidos.

As crianças e os jovens participam das lutas do MAB?

E as Mulheres?Quais são as suas lutas e reivindicações?



Quando as empresas e o
governo decidem fazer uma
barragem, a população da
região não é
consultada e as mulheres
sofrem muitas perdas


Como assim?


Elas perdem suas fontes de renda,
porque a maioria para cuidar de
sua família, têm trabalhos autônomos
e informais, e dependem dos vínculos com as
pessoas da sua comunidade para vender seus
serviços e produtos. Quando a barragem é
construída, os moradores são
obrigados a se mudarem e a
comunidade deixa de existir.

Entendi! Elas não têm mais para quem trabalhar.



E Não é só isso,
com a desagregação da
comunidade, elas perdem
o apoio de suas amigas
e vizinhas e até de outras
mulheres de
sua família.


Para ajudar no trabalho?


De certa forma, pois, pelo papel
que ocupam no cuidado da casa
e dos filhos, elas dependem de uma
rede de apoio de vizinhos e familiares,
tanto para ajudar no trato com
as crianças e os idosos, como
para a garantia da alimentação,
entre outras coisas


Vamos ouvir
um Podcast em que a
professora Alice Yamasaki traz mais detalhes sobre as Arpilleras do MAB, que reúnem Mulheres, Água e Energia para refletir sobre os desafios do cotidiano.



As Arpilleras
Chilenas denunciavam a ditadura de Pinochet. E as Arpilleras do MAB, pelo
que elas lutam?

Bordando o Direito a Água
Comunidades de Ilha Vecchi e Serra Queimada

Pautas de Luta
Descaso do governo com a
comunidade local
Falta de serviços básicos


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Bordando o Direito ao Saneamento
Comunidade de Maraporã

Pautas de Luta
Falta de saneamento básico,
ausência de reformas estruturais
e crescente desigualdade social



Bordando o Direito à Saúde Pública

Comunidade Vecchi

Pautas de Luta
Falta de diversas politicas publicas
na região, principalmente
referentes ao transporte, saúde e manutenção



Bordando o Direito
à Educação
Comunidades de Quizanga e Anil

Pautas de Luta
Falta de investimento na educação, na produção agrícola, em melhorias
nas estradas e ausência de transporte público e de água tratada


Costuramos na arpillera a
representação do carro escolar
sem condições de transportar os(as) alunos(as) para a escola, pois havia vários buracos no chão
do veículo. Colocamos também um ônibus
com um ‘x’ para mostrar que há oito anos não temos nenhum meio de transporte
público. Nosso único meio de
transporte é motocicleta.

Bordando o Direito à Previdência

Comunidade de Serra Queimada

Pautas de Luta
A reforma da previdência afetando a vida dos agricultores e professores
de nossa comunidade


Retratamos na arpillera o governo
chicoteando um agricultor simbolizando a
pressão que o governo faz para que o trabalhador rural
viva apenas a trabalhar e não tenha direito a se aposentar.

Também costuramos o símbolo da morte, representando o momento em que o agricultor poderá se aposentar,
que será apenas ao fim de sua vida.
Assim como o agricultor, também representamos as professoras com uma boneca em prantos segurando um livro, pois também serão
afetadas com a reforma
Quer Conhecer mais sobre as Arpilleras e o
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Clique nos links a seguir!!!
Site oficial do MAB:
Curta metragem: Arpilleras, pandemia e violência doméstica:
Exposição Arpilleras: Atingidas em Defesa da Vida:
Cartilha Arpilleras MAB:
https://mab.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_09_02_Livro_Sa%C3%BAde-da-Mulher.pdf

Curadoria
Responsável:
Natan Melo Zefiro
Supervisão:
Sonia Regina A. Nogueira de Sá
Revisão:
Fernanda Serpa Cardoso
Ursulla Herdy Gomes de Souza
Arte de Abertura:
Ailana de Sousa Bezerra
Aprovado por:
Alice Akemi Yamasaki
Está gostando da Mostra Científica?
Então, divulgue para
seus amigos, familiares e professores

I Mostra Científica Virtual
DIECI UFF
TODOS PODEM ACESSAR NOSSO SITE!
Agricultora e militante do MAB


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